«As melhores e as mais lindas coisas do mundo não se podem ver nem tocar. Elas devem ser sentidas com o coração.» Charles Chaplin
terça-feira, 3 de abril de 2012
A loucura está a começar a
consumir-me, desde os pensamentos até aos olhos. Olhos meus que são um ser
poderosíssimo, que transmitem a minha alegria, a minha tristeza, a minha raiva,
o meu ódio, a minha compaixão, são o “coração” de um todo, neles eu confio para
que nunca me desapontem.
Perguntas que me fazem e às
quais não tenho resposta ou preferia não ter, respondo e por vezes o olhar que
faço consegue tornar-se mais verdadeiro do que as tímidas e silenciosas
palavras que saem da minha boca como se eu quisesse que elas fossem como
pássaros a voarem num mundo que só a eles lhes pertencem, com uma segurança da
rota que levam, com certezas de que aquele é o caminho certo e sem medo de
errarem, que a liberdade que lhes confiaram não fora demais. E sim, se tu me
conhecesses bem conseguias diferenciar quando é que eu digo uma verdade ou
quando é que opto por a ocultar, apenas e sempre olhando para os meus olhos,
que não sou como os pássaros, não tenho nenhuma rota a seguir e tenho medo de
me enganar no caminho, por isso fico sem liberdade, não por não a querer, mas
porque acho que é demais para mim, por achar que preciso de alguém que me ajude
a descobrir o valor da liberdade, que me ajude a conquistá-la, alguém que
depois me oriente, que seja a minha bússola, as tuas capacidades são tão poucas
que ainda não evoluíram ao ponto de com um simples olhar dizeres “tu mentes”.
Ao longo da minha vida já
perdi a conta às verdades que ainda permanecem dentro de mim guardadas a sete
chaves, pela simples razão de não fazer sofrer ninguém com coisas que agora se
tornam insignificantes, coisas do passado, pela simples razão de querer
desaparecer com os problemas que às vezes por mais que tentemos ocultá-los vêm
sempre atrás de nós como se fossem a nossa própria sombra, como se alguém, sem
nos pedir autorização, os tivesse algemado enquanto dormíamos.
"Viver sem filosofar é o que se chama ter os olhos fechados sem nunca os haver tentado abrir."
René Descartes
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